Nascido em 1916 no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro,
filho do comerciante português Francisco Antonio Branco e de Carmela
Capobianco, o Doutor Mario Branco foi o exemplo de um médico que fez da
nobilíssima profissão não somente um sacerdócio mas um continuado ato de amor
ao próximo.
Pneumologista da mais alta competência, iniciou seus estudos
no famoso Instituto Granbery, na cidade de juiz de Fora. Ao término do curso
secundário, transferiu-se com a família, para o Rio de Janeiro, onde aos 20
anos de idade resolveu ingressar na então Faculdade de Ciências Médicas. Justo
será abrirmos parênteses para destacar a extraordinária figura da genitora do
Dr. Mario Branco, a Sra. Carmela Capobianco: após o falecimento do esposo,
retornou a Valença, cidade onde nasceu, e ali adquiriu uma chácara, reunindo
todos os parentes; em trabalho hercúleo, contando com o pulso firme de sua mãe,
Dona Rosa Capobianco, estabeleceram-se com uma padaria e fábrica de macarrão.
Três meses após diplomar-se em Medicina, o Dr. Mário Branco
decidiu clinicar em Vassouras, a convite da direção do hospital
recém-inaugurado. A cidade, por seu clima saudável, recebia grande número de
tuberculosos, em busca do principal recurso, então, no tratamento da doença: o
pneumotórax. Dedicado ao estudo das doenças infecto-contagiosas, em especial da
tuberculose, o Dr. Mário Branco não se ateve apenas aos pacientes que chegavam
em Vassouras; deslocava-se a cidades com grande número de operários, como
Valença e Barra do Piraí, para atendimento especializado. Em Valença, clinicou
durante seis anos, ás quartas-feiras e sábados pela manhã, na Santa casa de
Misericórdia; por seu empenho, conseguiu instalar naquele hospital um
Dispensário especializado, com o respectivo aparelho de abreugrafia. Entraves
políticos e burocráticos, entretanto, deitaram por terra aquele que seria o
mais completo centro no tratamento da tuberculose em toda uma vasta região
fluminense.
Desiludido, o Dr. Mário Branco deixou a cidade de Valença e
optou por Barra do Piraí, onde montou consultório, reservando sala para
atendimento gratuito a tuberculosos carentes; nesse consultório ele trabalhou
por 28 anos. Com o advento da estreptomicina, da hidrazida e de outros
medicamentos específicos, o ilustre médico e a Dra. Therezinha Ferreira
passaram a responsabilizar-se, nas farmácias, pelo fornecimento desses novos
medicamentos aos doentes que não pudessem adquiri-los, tendo sido então argüido
por autoridade local sobre a dívida de tais aquisições, que chegava a 300
contos de réis. A dívida foi então saldada, com ajuda de movimento popular.
Membro de inúmeras entidades científicas nacionais e
estrangeiras, o Dr. Mário Branco recebeu da Assembléia Estadual Legislativa do
Rio de Janeiro o título “Benemérito do Estado do Rio de Janeiro em 1992.
Sua trajetória maçônica ficou assim traçada:
- Iniciado em 05/04/1951 na Loja Perfeita União, de
Valença/RJ
- Elevado em 15/08/1952 ao grau de Companheiro na mesma loja
- Exaltado em 20/10/1952 ao grau de Mestre na mesma loja
- Colou o grau 33 em 02/10/1981
- Fundador da Loja Cultura de Vassouras (veja história da
Loja)
- Venerável da Loja Cultura de Vassouras (1970 a 1979) (1980
a 1983)
Condecorações e Homenagens recebidas:
-Medalha do Mérito da Direção Maçônica – GOERJ
-Medalha Comemorativa da Instalação do GOERJ
-Benemérito do Estado do Rio de Janeiro
Faleceu em 25/10/2003
Fonte de consulta: Arquivos da Loja Maçônica Cultura de
Vassouras e Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro

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