17/11/2014

Ir.'.Mário Branco (Homenagem póstuma)

Nascido em 1916 no bairro da Tijuca, no Rio de Janeiro, filho do comerciante português Francisco Antonio Branco e de Carmela Capobianco, o Doutor Mario Branco foi o exemplo de um médico que fez da nobilíssima profissão não somente um sacerdócio mas um continuado ato de amor ao próximo.
Pneumologista da mais alta competência, iniciou seus estudos no famoso Instituto Granbery, na cidade de juiz de Fora. Ao término do curso secundário, transferiu-se com a família, para o Rio de Janeiro, onde aos 20 anos de idade resolveu ingressar na então Faculdade de Ciências Médicas. Justo será abrirmos parênteses para destacar a extraordinária figura da genitora do Dr. Mario Branco, a Sra. Carmela Capobianco: após o falecimento do esposo, retornou a Valença, cidade onde nasceu, e ali adquiriu uma chácara, reunindo todos os parentes; em trabalho hercúleo, contando com o pulso firme de sua mãe, Dona Rosa Capobianco, estabeleceram-se com uma padaria e fábrica de macarrão.
Três meses após diplomar-se em Medicina, o Dr. Mário Branco decidiu clinicar em Vassouras, a convite da direção do hospital recém-inaugurado. A cidade, por seu clima saudável, recebia grande número de tuberculosos, em busca do principal recurso, então, no tratamento da doença: o pneumotórax. Dedicado ao estudo das doenças infecto-contagiosas, em especial da tuberculose, o Dr. Mário Branco não se ateve apenas aos pacientes que chegavam em Vassouras; deslocava-se a cidades com grande número de operários, como Valença e Barra do Piraí, para atendimento especializado. Em Valença, clinicou durante seis anos, ás quartas-feiras e sábados pela manhã, na Santa casa de Misericórdia; por seu empenho, conseguiu instalar naquele hospital um Dispensário especializado, com o respectivo aparelho de abreugrafia. Entraves políticos e burocráticos, entretanto, deitaram por terra aquele que seria o mais completo centro no tratamento da tuberculose em toda uma vasta região fluminense.
Desiludido, o Dr. Mário Branco deixou a cidade de Valença e optou por Barra do Piraí, onde montou consultório, reservando sala para atendimento gratuito a tuberculosos carentes; nesse consultório ele trabalhou por 28 anos. Com o advento da estreptomicina, da hidrazida e de outros medicamentos específicos, o ilustre médico e a Dra. Therezinha Ferreira passaram a responsabilizar-se, nas farmácias, pelo fornecimento desses novos medicamentos aos doentes que não pudessem adquiri-los, tendo sido então argüido por autoridade local sobre a dívida de tais aquisições, que chegava a 300 contos de réis. A dívida foi então saldada, com ajuda de movimento popular.
Membro de inúmeras entidades científicas nacionais e estrangeiras, o Dr. Mário Branco recebeu da Assembléia Estadual Legislativa do Rio de Janeiro o título “Benemérito do Estado do Rio de Janeiro em 1992.
Sua trajetória maçônica ficou assim traçada:
- Iniciado em 05/04/1951 na Loja Perfeita União, de Valença/RJ
- Elevado em 15/08/1952 ao grau de Companheiro na mesma loja
- Exaltado em 20/10/1952 ao grau de Mestre na mesma loja
- Colou o grau 33 em 02/10/1981
- Fundador da Loja Cultura de Vassouras (veja história da Loja)
- Venerável da Loja Cultura de Vassouras (1970 a 1979) (1980 a 1983)
Condecorações e Homenagens recebidas:
-Medalha do Mérito da Direção Maçônica – GOERJ
-Medalha Comemorativa da Instalação do GOERJ
-Benemérito do Estado do Rio de Janeiro
Faleceu em 25/10/2003

Fonte de consulta: Arquivos da Loja Maçônica Cultura de Vassouras e Diário Oficial do Estado do Rio de Janeiro

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